terça-feira, 12 de abril de 2011

Tempus fugit

Hoje minha tia, se viva ainda fosse, completaria 95 anos de idade. Mas ela morreu aos 88 anos de idade e deixou saudades. Meu avô e minha avó tiveram nove filhos, dos quais apenas três eram mulheres. Essa minha tia era a menina do meio e a que mais velha ficou das três.


Minha tia foi uma mulher de verdade, daquelas que hoje em dia não se faz mais. Mas, penso que isso deva estar ligado ao nome. Nomen est omen já diziam os romanos e penso que isso deva ser verdade, pois todas as mulheres que conheci com o mesmo nome de minha tia foram modelos de perfeição feminina, dentro de um paradigma que hoje em dia seria impensável.


Minha tia foi perfeita dona-de-casa, cozinheira de mão cheia, costureira, bordadeira, uma cultura acima da média e ainda um talento na organização do que quer que se inventasse. Casou-se por amor aos 22 anos de idade e morreu três semanas depois do marido.


Reclamo sempre que o tempo passa muito depressa, mas hoje fiquei me perguntando se de fato gostaria de voltar a viver há dez, vinte ou mesmo trinta anos e concluí que eu não quero voltar ao meu passado, não. Estou bem aqui no presente. Claro que poderia estar bem melhor, mas como também poderia estar bem pior, fica melhor do jeito que está, que estará de excelente tamanho.


Claro que a gente tem saudades de pessoas que já se foram, claro que a gente tem saudades dos tempos em que valores ainda existiam, mas tem muito mais coisas das quais não tenho saudades e que sou feliz de ter deixado para trás que acabo concluindo que o tempo não passa depressa demais. 


E, quando bater a saudade a gente busca as velhas fotos e fica olhando e relembrando.


Três crianças
Essas crianças agora devem estar brincando nos céus do Senhor. O menino da esquerda morreu com 93 anos de idade, o do meio foi o que mais jovem morreu, aos 80 anos de idade, e a menina é a minha tia que hoje completaria 95 anos de idade.


Feliz Aniversário, tia!

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