terça-feira, 19 de abril de 2011

Sobraram 45 horas!

Ausentei-me por alguns dias e cá estou de volta, mas é por pouco tempo. Quanto tempo, não importa, importante é saber que vou-me.


Para onde, pergunta decerto o curioso leitor. Não sei ainda. Mas sei que irei. Vontade tinha eu de entrar numa cápsula do tempo e enfiar-me lá no remoto século XIX.


Isso me remete à presença de ali quando me ausentei daqui. Pois que ali eu tive uma interessante conversa a esse respeito de século XIX.


Pois que o assunto era o tempo que se gastava para ir de A até B. No livro que estou lendo, o herói, montado a cavalo, leva 48 horas para percorrer uma distância que hoje, indo-se devagar, leva-se no máximo três horas, o que faz com que sobram 45 horas para se fazer qualquer outra coisa.


Mas, o que se faz hoje em dia com essas 45 horas que sobraram da viagem? Quando disse a meu interlocutor que achava que as pessoas no século XIX aproveitavam melhor o tempo e até tinham mais conhecimento do que nós hoje em dia, recebi um veemente protesto.


Disse-me o interlocutor que hoje em dia temos muito mais conhecimento implícito do que, por exemplo, esse meu herói do século XIX que andava no lombo do cavalo sem conhecer o automóvel, coisa que hoje em dia qualquer um conhece.


Para poder constatar essa assertiva procuro uma cápsula que me leve até esse meu herói para que eu possa com ele trocar umas idéias e, se for o caso, trazê-lo até aqui para ver o que ele faria com as 45 horas que sobraram da viagem.


Enquanto eu não acho essa cápsula contento-me em ficar procurando um lugar para ir nos próximos dias.


Quando encontrar eu aviso, tá?


Com esse a viagem seria mais devagar ainda.

Nenhum comentário:

Postar um comentário